A IMPERMEABILIZAÇÃO

O QUE É IMPERMEABILIZAÇÃO ?

É o ato ou o efeito de selar, colmatar e vedar os materiais porosos e as falhas de materiais, sejam elas motivadas por momentos estruturais ou por deficiências técnicas de preparo e de execução.

Colmatar - colmatam-se ou selam-se poros e trincas quando os materiais impermeáveis estão no estado líquido ou pastoso,  em forma de suspensão aquosa ou solução à base de solventes.

Vedar - vedam-se ninhos, furos ou fendas com materiais impermeáveis  à  base  de  pós  de  cura  rápida,  ou  com  estes pós misturados a aditivos que combatem as bolhas de ar formadas pela  água, no momento em  que são misturados os materiais (cimento, areia, brita e água), tornando-os coesos e impermeáveis e ainda  plastificando ou acelerando a cura dos materiais  aglomerados.   Vedam-se  também  com  intercalação de membranas (mantas) impermeáveis entre a base e os acabamentos rígidos.

POR QUE IMPERMEABILIZAR ?

Partindo do princípio de que as estruturas de concreto armado e os materiais rígidos aplicados nas construções civis e em  obras públicas são dimensionados para suportar movimentos ou abalos sísmicos, e que a dinâmica desses movimentos é hipotética, e de acordo ainda com o meio-ambiente onde estão essas  obras, pois elas sofrem mutações decorrentes da ação atmosférica: ABALOS - TEMPERATURA - UMIDADE RELATIVA - CHUVA - VENTO E CALOR - RAIOS SOLARES, etc., faz-se necessário proteger as construções, desses fenômenos da natureza, evitando sua destruição e o  desconforto  para o usuário.  Por conseguinte, é necessário impermeabilizar, isolar e revestir as obras de engenharia. Esses fenômenos, e principalmente a “barreira de vapor”, são esquecidos pela grande maioria dos técnicos e construtores, provocando, na maioria dos revestimentos entre paredes que separam banheiros e cozinhas, descascamento ou surgimento de bolhas na parte oposta à de maior calor.

Vale a pena lembrar que a transmissão do vapor d’água é igual à quantidade em gramas que passa por metro quadrado, em 24 horas, em função da espessura da camada de revestimento, na proporção que corresponde à pressão do vapor d’água (em função da umidade relativa) medida em milímetros da coluna de mercúrio, ou seja:

g . cm

24 h . m² . mm Hg

 

Lembrar também que uma molécula grama de água, transformada  em  vapor, ocupa  um volume  correspondente a 22.4 litros. Por todas estas considerações, sempre que  projetarmos um material impermeável, devemos ter em mente dois fatores importantes: IMPERMEABILIDADE e PERMEABILIDADE dos materiais, para que o desempenho seja satisfatório para o  sucesso e a vida útil da obra.

É também importante saber da sensibilidade térmica do material impermeável, isto é: qual  a menor temperatura a que ele resiste;  se permanecerá dúctil até 0ºC, ou o necessário, não se tornando rígido;  qual a base (cama) em que ele se apoiará;  qual a maior  temperatura a que ele resistirá, acima de 70ºC, para não escorrer sobre a base (superfície vertical) em que for aplicado.   É verdade, também, que o concreto, desprotegido de uma boa impermeabilização, sofre a ação do oxigênio ionizado, provocando corrosão na armadura.  Isto ocorre quando o concerto que envolve o ferro tem pH igual ou inferior a 9, ou quando contém cloretos levados pela água de amassamento ou, simplesmente, pela neblina marinha.

ONDE SE APLICAM HABITUALMENTE AS IMPERMEABILIZAÇÕES ?

w     Subsolos

w     ‘Playgrounds’

w     Lajes internas de cozinhas , banheiros, áreas de serviços, varandas, etc.

w     Jardineiras

w     Lajes superiores e pisos das casas de máquinas

w     Lajes permanentes e rodapés das coberturas

w     Caixas d’água e cisternas

w     Piscinas

w     Calhas e paramentos

w     Banheiras

w     Terraços e paramentos

w     Marquises

w     Paredes hidráulicas (empenas secas)

w     Boxes de banheiros que interligam ambientes de temperaturas  diferentes

w     Tabuleiros de viadutos, pontes, etc.

Obs.: Partindo do princípio de que as estruturas nas edificações deverão ser dimensionadas para suportar diversos tipos de movimentos e cargas, inerentes ao meio em que vivemos,  e de que este meio sofre mutações climáticas de acordo com a umidade relativa, a temperatura, o vento, a chuva, o calor, o modo pelo qual o Sol castiga a Terra em todos os seus ângulos,  no período de um ano (consulte Manual de Conforto Térmico de Anésia Barros Frota e Sueli Ramos Schiffer), faz-se necessário protegê-las de infiltrações e do calor, para se obter maior vida útil dos materiais de construção, do concreto e dos materiais  plásticos,  dando melhor desempenho  e conforto às habitações.