AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
E INFLUÊNCIA DA ÁGUA NAS ARGAMASSAS E NOS CONCRETOS
2.1. Clinquer de
Cimento Portland
2.3. Clinquer de
Cimento Aluminoso
3. DEFINIÇÕES PARTICULARES E
DESIGNAÇÕES
3.1. Cimento
Portland em Geral
3.2. Cimentos
Portland Resistentes às Águas Selenitosas
3.3. Cimentos
Portland Brancos
3.4. Cimentos
Siderúrgicos em Geral
3.5. Cimentos
Portland de Alto Forno:
3.6. Cimentos
Siderúrgicos - Clínquer
3.7. Cimentos
siderúrgicos resistentes a sulfatos
3.10...................................... Cimentos Aluminosos:
3.11......................................... Cimentos Naturais:
4.1. Cimentos de
Baixo Teor de Álcalis
4.2. Cimentos de
Baixo Calor de Hidratação
7. COMPATIBILIDADE DOS CIMENTOS
8. INFLUÊNCIA DA ÁGUA MOLE NO
CONCRETO:
AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
E INFLUÊNCIA DA ÁGUA NAS ARGAMASSAS E NOS CONCRETOS
Matéria finamente moída
que, por adição de água em quantidade satisfatória, forma uma pasta aglomerante
mais ou menos fluida, suscetível ao endurecimento mesmo quando confinada,
aglomerando outros materiais.
Capacidade para dar
pega e endurecer na presença da água, formando compostos estáveis.
Capacidade para reagir com hidr6xido de cálcio liberado. na hidratação
do cimento, na temperatura ambiente e em presença da água, formando compostos
que possuem propriedades hidráulicas.
Produto obtido por meio
artificial, à alta temperatura, a partir de materiais calcários e argilosos,
convenientemente dosados.
Produto granulado
obtido pelo esfriamento brusco (temperado) do gusa, modificado e fundido,
resultante do tratamento dos minerais ferrosos nos altos fornos.
É o produto obtido pela
fusão total ou parcial da mistura artificial de matérias primas aluminosas e
calcário, na composição adequada, contendo no mínimo 32% de alumínio.
Produtos naturais ou
artificiais que apresentam propriedades pozolânicas.
Produtos naturais:
rochas e cinzas vulcânicas.
Produtos artificiais:
cinzas provenientes da queima do carvão mineral.
Sulfato de cálcio, em
algumas de suas variedades, ou em forma de mistura delas, que, adicionado ao clínquer
de cimento Portland em proporção adequada e moído em conjunto, proporciona um
cimento de pega normal. Regulariza o
tempo de início das reações do cimento com a água.
Aglomerante hidráulico
obtido pela mistura homogênea, em forma confinada, de clínquer Portland e
quantidade adequada de sulfato de cálcio, para regular as reações da pasta.
Cimentos Portland com
baixo teor de aluminatos, capazes de resistir melhor à ação agressiva do
sulfato de cálcio.
Cimentos Portland de
baixo teor de óxido de ferro, cuja característica essencial é a sua brancura.
Aglomerantes hidráulicos
obtidos pela mistura íntima de escória granulada e clínquer de cimento
Portland, na proporção mínima de uns 70%, em peso, de clínquer, sendo o resto
escória e sulfato de cálcio.
Clínquer Portland > 0,70
Clinquer Portland +
escória + gesso
Aglomerantes hidráulicos obtidos pela mistura íntima de escória
granulada e clínquer de cimento Portland, na proporção igual ou superior a 30%
e inferior a 70%, em peso, de clínquer, sendo o resto escória e sulfato de
cálcio.
0,70 > Clínquer Portland >= 0,30
Clínquer Portland +
escória + gesso
Aglomerantes
hidráulicos obtidos pela - mistura íntima de escória granulada e clínquer de
cimento Portland, em proporção maior do que 70% de escória, sendo o restante
clínquer e sulfato de cálcio.
Escória
Granulada > 0,70
Clínquer + escória + gesso
Aglomerados hidráulicos
obtidos pela mistura intima de escória granulada e sulfato de cálcio, em tal
proporção, que o produto resultante contenha de 5% a 12% de trióxido de enxofre
(SO3), mais a adição de cai, clínquer de Portland e cimento Portland
em quantidade total não superior a 5%.
Aglomerantes
hidráulicos obtidos pela modulação conjunta de clínquer de cimento Portland e o
regulador da pega, em proporção inferior a 80% do peso, e a pozolana na proporção
superior a 20% do peso.
Deve obedecer ao ensaio
de pozolanicidade.
Pozolana > 0,20
Clínquer Portland + pozolana + gesso
O uso de pozolanas dá
origem a cimentos mais trabalháveis, com menos calor de hidratação e mais
resistentes às águas sulfatadas, águas puras e água do mar.
Aglomerantes
hidráulicos obtidos pela mistura de clínquer com outros materiais que podem ser
inertes e ter propriedades hidráulicas.
A proporção máxima de
materiais é de 35% em peso.
Aglomerantes obtidos pela moagem de clínquer aluminoso. São
cimentos de pega tenta, de alta resistência à compressão e resistentes ao
ataque de águas sulfatadas. São usados principalmente como elementos
refratários, podendo resistir a temperaturas superiores a 1.200 oC.
Aglomerantes obtidos pela pulverização de terra calcária,
com adição posterior de uns 5%, no máximo, de substâncias não nocivas. Estes produtos têm apenas interesse
histórico e não são mais fabricados.
Todos os cimentos
anteriormente citados e que, além de cumprirem outras condições, tenham um
percentual de óxido de s6dio e óxido de potássio inferiores a 0,6%, ambos
expressos como óxidos de sódio.
Todos os cimentos acima
citados e que devem satisfazer as outras condições, e não apresentam calor de
hidratação superior a 65 e 75 calorias/grama aos 7 e 20 dias, respectivamente.
É a transformação de
compostos químicos desidratados solúveis presentes no cimento em compostos
hidratados, mediante a adição de água ao cimento.
Sendo uma reação
exotérmica entre um líquido e um sólido, observa-se que a velocidade da
absorção da água dependerá do tamanho das partículas do sólido e de resistência
da superfície do sólido à interação com a água.
Apesar
da diversidade dos componentes na constituição dos cimentos, todos eles
apresentam uma característica comum as reações de hidratação provocam
precipitações sólidas no estado de gel, o cristal que leva a um aumento de
viscosidade da pasta. Estas precipitações regulam-se no processo das reações
para conseguir um período de trabalhabilidade; passado este período, diz-se que
o material está "pegando".
Passagem do estado gel
para o estado sólido por desidratação da argamassa, sendo que a progressão do
endurecimento se mede mediante ensaios de resistência mecânica.
Não se deve confundir
pega com endurecimento, visto que um cimento pode ser de pega lenta e
apresentar o endurecimento rápido.
Para que o cimento
possua endurecimento rápido, não está implícito que sua resistência final seja
superior à resistência do cimento de endurecimento normal, ao término do
período de l ou mais anos.
As velocidades da pega
e do endurecimento podem ser reguladas com o uso de aditivos específicos para
cada caso.
No que diz respeito à
compatibilidade das misturas do cimento Portland com outros cimentos, e a
justaposição da argamassa e do concreto no decorrer da execução, a mistura
poderá não ficar correta a apresentar acidentalmente um erro, devido à escolha
errada dos cimentos armazenados em uma mesma obra.
As misturas de Portland e cimentos siderúrgicos, salvo os
resistentes e sulfatados, podem modificar a marcha do endurecimento e o
desenrolar da resistência, porém, não apresenta maiores inconveniências. Deve-se cuidar do problema da mistura na
presença de agentes agressivos do tipo químico. Deve-se também evitar a mistura de resistentes a sulfatos com o
Portland e os cimentos siderúrgicos de baixo teor escória.
Não
há outros impedimentos e pode-se sobrepor um concreto Portland a um resistente
a sulfatos já endurecido, pois e: não poderá contaminar de sulfatos o novo
concreto fresco Portland.
Os cimentos pozolânicos são compatíveis com os Portland todas as
proporções e circunstâncias. O mesmo se
pode dizer dos cimentos pozolânicos com os cimentos siderúrgicos, salvo o
resistente a sulfatos. O cimento
aluminoso é praticamente incompatível com todos os demais cimentos.
A água, como componente do concreto ou da argamassa, te grande
influência nas propriedades destes. Ela
é imprescindível para hidratar o cimento e com ele promover a aglutinação de
modo que os compostos de concreto se solidifiquem entre si.
Sabemos também que a condição de potabilidade da água não é
necessária, mas pode-se aceitar a água potável para fabricação das argamassas e
dos concretos. Temos, porém, d nos
conscientizarmos de que a qualidade do concreto ficar prejudicada ao se curá-lo
com água não adequada.
As águas que não devem ser usadas para o amassamento da argamassas
ou do concreto são:
-
As que possuem PH inferior a 5.5;
-
as que possuem um total de substâncias livres, superior quinze (l5)
gramas por litro;
-
as que contêm sulfatos expressos em SO4 ou ultrapassem
um (l) grama por litro;
-
as que contêm íons cloro na proporção superior a seis (6) gramas
por litro;
-
as que contêm hidratos de carbono e substâncias orgânicas solúveis
no éter, em quantidade superior a 15 gramas por litro;
-
as águas alcalinas, pois atacam as armaduras pela corrosão que
originam, além de produzirem eflorescências e de reduzirem em mais de 15% a
resistência à compressão;
-
as águas moles, pois são agressivas para as pastas de cimento, como
também corroem o concreto curado, pois são isentas de cristais sólidos, de
carbono de cálcio, ferro e magnésio, mantendo uma troca de íons e provocando
corrosão eletrolítica.