ISOLAMENTO
TÉRMICO
1. POR QUE O
ISOLAMENTO TÉRMICO?
1.3. Estabilidade
das estruturas
1.3.1. Variações de
temperatura e coeficiente de dilatação térmica dos materiais.
1.3.2. Cálculo de tensão de compressão e de tração que
2.2.
Funcionamento dos isolantes térmicos.
2.3. Materiais
isolantes na construção Civil
2.3.1. Comparação entre materiais isolantes e outros
materiais.
2.3.2. Comparação dos custos e das características físicas e
químicas dos materiais isolantes
3. ESCOLHA E APLICAÇÃO DE MATERIAIS ISOLANTES NA CONSTRUÇÃO
3.1. Onde se faz
o isolamento térmico
3.2. Materiais
isolantes mais apropriados para cada caso
3.2.1. Isolantes mais apropriados Para coberturas
3.2.2. Isolante para paredes externas e divisórias
3.2.4. Isolamento das câmaras frigoríficas
3.2.5 Isolamento de tubulações
O isolamento térmico na
construção tem três finalidades básicas: conforto, economia e estabilização das
estruturas.
O isolamento térmico
proporciona conforto porque mantém estável a temperatura nos ambientes, reduz o
aquecimento no verão e o esfriamento no inverno.
O isolamento térmico proporciona economia porque permite a redução
do tamanho dos equipamentos de ar condicionado e, consequentemente, diminui o
consumo de energia elétrica. Nas regiões frias, economiza combustível para o
aquecimento.
Para se ter uma idéia dessa economia, apresentaremos a seguir
alguns cálculos com base em dados extraídos das tabelas 26 (pág. 491) e 12 b
(pág. 446) do "ASHRAE Handbook of Fundamentais" (capítulos 27 e 28).
A tabela 26 fornece os "Valores equivalentes para a diferença
de temperatura, para calcular o aumento de calor através de coberturas" e
a tabela 12 b fornece os "Coeficientes de transmissão de calor
(verão)".
Para os cálculos, foram adotados os seguintes parâmetros básicos:
a) Temperatura externa máxima: 95 ºF = 35ºC
b) Temperatura interna desejada: 75 ºF = 24ºC
c) Material Isolante: espuma
de cimento, fabricada a partir de um aditivo espumante, com as seguintes
características:
Espessura: 125 mm
Valor da condutância (c): 0,10 Btu/h ft2 ºF =
0,92 Kcal/hm2 ºC
d) Laje de cobertura em concreto, com espessura de
100 mm = 4 “
e) Coeficiente de
transmissão de calor para laje sem isolamento (retirado da tabela 12 b):
U1 = 0,55 Btu/h ft2 ºF = 2,68 kcal/hM2 ºC
f) Coeficiente de
transmissão de calor para laje com isolamento de espuma de cimento de 125 mm de
espessura (retirado da tabela 12b):
U2 = 0,14 Btu/h ft2 ºF = 0,68 kcal/hm2 ºC
g) Custo de energia
elétrica para um rendimento nominal de 1000 cal = 0,5 kWh
Custo de l kWh (tarifa comercial
inclusive imposto) = Cz$ 0,65 (valor em agosto de 1986)
Custo de 1000 kcal/h =
0,325.
CÁLCULOS
Da tabela 26 retiramos
os seguintes valores do diferencial de temperatura, para um período de 10
horas, na maior incidência do sol:
- Para uma cobertura
sem isolamento
valor médio = 51,1 ºF
valor máximo = 74 ºF
- Para uma cobertura
com isolamento Espuma de Cimento
valor médio = 40,7 ºF
valor máximo = 57 ºF
Cálculo do fluxo de
calor
- Para uma cobertura
sem isolamento
valor médio: (0,55 x 51,1)Btu/h ft2 =
28,1 Btu/h ft2 = 75,59 kcal/hm2
valor máximo: (0,55 x 74)Btu/h ft2 =
40,7 Btu/h ft2 = 109,48 kcal/hm2
- Para uma cobertura
com isolamento
valor médio: (0,14 x 40,7)Btu/h ft2 = 5,7 Btu/h ft2 = 15,33 kcal/hm2
valor máximo: (0,14 x 57)Btu/h ft2 = 7,98 Btu/h ft2 = 21,46 kcal/hm2
Cálculo da economia do
investimento Compartimento considerado: área de 100m2 Para compensar
o calor que entra pela cobertura, sem considerar outras fontes de calor, tais
como paredes, janelas, pisos, iluminação, pessoas, etc., seriam necessários,
sem isolamento térmico, 2 aparelhos de ar condicionado de 12.000 Btu (3.000
kcal), com o custo de instalação entre 3.000 à 3.400 BTN'S. O custo para se fazer o isolamento térmico
na laje de cobertura do compartimento, com espuma de cimento, seria de 1.600
BTN'S.
Os aparelhos de ar
condicionado custam mais caro do que fazer o isolamento térmico, e consomem
energia.
Aos custos do aparelho
de ar condicionado deve-se acrescentar os custos permanentes da energia
consumida e da manutenção.
Cálculo da economia de
energia:
|
|
Área 100m2 |
|||
|
|
Fluxo de calor Kcal/hora |
Consumo de energia BTN/hora |
||
|
|
Valor Médio |
Valor Máximo |
Valor Médio |
Valor Máximo |
|
Sem
isolamento.................... Com
isolamento................... Índice da
economia.............. |
7,559 1,533 6,026 |
10,948 2,146 8,802 |
0,90 0,18 0,72 |
1,31 0,26 1,05 |
Com isolamento térmico,
a energia que deixaria de ser consumida durante 3 meses pode ser assim
calculada: 10 horas (por dia) x 20 (dias por mês) x 3 (meses) = 600 horas
600 x 0,72 (índice médio de economia) = 432
BTNS
600 x 1,05 (índice máximo de economia.) = 630
BTNs
Todas as
estruturas sofrem o efeito das dilatações e das contrações térmicas.
A variação dimensional
das estruturas depende da natureza do material e é proporcional à temperatura
ambiente. Para se poder avaliar as
variações dimensionais é necessário conhecer o coeficiente de dilatação térmica
do material, que se expressa em unidade dimensional por grau de temperatura.
A tabela abaixo
relaciona os coeficientes de dilatação térmica para diversos materiais, para
cada 1,0ºC de diferença de
temperatura.
|
MATERIAL |
COEFICIENTE |
|
Alumínio Revestimento betuminoso Chumbo Concreto armado Parede de tijolos |
0,000.024 0,000.030 0,000.030 0,000.014 0,000.005 |
A dilatação térmica
causa tensões de compressão por aumento de volume.
Exemplo: Considerando
uma laje de concreto armado, sem isolamento térmico, com juntas de dilatação a
cada 10,0 m, sujeita a uma variação de temperatura de 77 oC, a
variação do comprimento, ao longo do eixo neutro, seria:
D ℓ = 10 x 0,000014 x 77 = 0.01078m = 10,78mm
As temperaturas máximas
e mínimas variam conforme o local. Uma
laje pode atingir até 800C quando aquecida pelo sol de verão, em qualquer parte
do país, e a temperatura mínima pode variar, de menos de 0º C nas
regiões frias, a 18º C ou 20º C nas regiões quentes.
podem ser provocadas
pela variação de temperatura.
As compressões e as
trações são obtidas pela seguinte fórmula:
d1 = DL1 x E e d2
= DL2 x E
L L
onde:
L =
comprimento em (metros)
DL1 = variação de comprimento para maior
provocando tensão de compressão
DL2 = variação do comprimento para menor
provocando tensão de tração
d1 = tensão de compressão em kgf/cm2
d2 = tensão de tração em kgf/cm2
E
= módulo de elasticidade
A
= área transversal
F
= força
total
Os valores de E, para
alguns materiais, são relacionados na tabela abaixo:
|
MODO DE ELASTICIDADE “E” |
|
|
MATERIAL |
E (kgf/cm2) |
|
Ferro Concreto armado Parede de tijolos assentados em argamassa de cimento Alumínio |
2.100.000 140.000 100.000 720.000 |
Exemplo: Laje com 10,0m
de comprimento.
Temperatura média ou
temperatura de construção:
20ºC.
Temperatura máxima: 80º
C
Variação de
temperatura: 60º C
DL1 = 10 x
0,000014 x 60 =0,0084m = 8,4mm
Tensão de compressão:
dl
= 0,0084 x 140.000 = 117,6 kgf/cm2
10
Se esta laje tiver 5,0m
de largura e 10,0cm de espessura, a área transversal A é:
A = 500 x 10 = 5.000 cm2
e a força total de
compressão F:
F = dl x A,
logo:
F = 117,6 x 5,000 =
588.000 kgf
Esta força
extraordinária, que se desenvolve como resultado da dilatação, destrói qualquer
obstáculo que se oponha a ela, como muretas, engastamentos entre confinamentos
rígidos, etc.
No caso de diminuição
da temperatura em relação à média, obtém-se forças de contração. Segundo o exemplo, se a menor temperatura
for de 0 ºC, a variação de temperatura é de 20ºC.
DL2 = 10 x
0,000014 x 20ºC = 0,0028m = 2,8mm
Tensão de tração:
d2 = 0,0028
x 140.000 = 39,2 kgf/cm2
10
F = d2 x A
F = 39,2 x 5.000 = 196.000 kgf
Como conseqüência, as
forças de contração produzem fissuramentos.
A temperatura de uma
laje não é necessariamente igual na face exterior e na face interior.
As diferenças de
temperatura podem introduzir adicionais forças que tendem a fletir a laje.
Para minimizar os
efeitos das dilatações, deve-se recorrer aos seguintes recursos:
- isolar termicamente
as lajes de cobertura para minimizar as variações de temperatura;
- optar por elementos construtivos
com o menor comprimento possível entre as juntas de dilatação; - não confinar
elementos de construção entre perímetros rígidos, sem juntas de dilatação.
O calor é transmitido de três maneiras:
a) por correntes de convecção - os gases e
líquidos
b) por condução - essencialmente nos sólidos, mas
também nos líquidos.
c) por irradiação - por ondas que atravessam o
espaço, similares às ondas de luz.
a) Correntes de
convecção
As correntes de convecção
decorrem do fato de que num líquido ou num gás as partes mais aquecidas se
tornam mais leves e sobem, e as partes mais frias descem. Dessa forma, os líquidos e gases estão em
constante movimento, na busca do equilíbrio, aquecendo-se nas zonas de maior
temperatura e transferindo o calor para as zonas de temperatura mais baixas.
A convecção nos
líquidos e gases também se processa através de movimentos induzidos por
ventilação ou por agitação forçada.
b) Condução
O calor é conduzido nos
corpos sólidos, e também nos líquidos e gases, pelo contato direto entre as
moléculas, que transferem energia de uma para outra.
Todos os materiais
conduzem calor, porém a capacidade de condução varia, assim como a capacidade
de conduzir energia elétrica. De fato,
os bons condutores de eletricidade são também bons condutores de calor e
vice-versa.
O ar e muitos outros
gases secos, quando estagnados descontada a convecção - são bons isolantes
térmicos, ou seja, conduzem pouco calor. A condutibilidade térmica é a medida
da capacidade que tem um corpo de conduzir calor.
O calor é transmitido
de um corpo para outro pelo simples contato.
A quantidade de calor conduzido é proporcional à diferença das
temperaturas entre os extremos do corpo e é também proporcional à sua seção
transversal.
c) Irradiação
A irradiação do calor é
um fenômeno igual ao da irradiação da luz, ou seja, uma transmissão de energia
por ondas que se propagam, inclusive no vácuo. É a forma pela qual nos chega o
calor do sol. O calor irradiado é
refletido por superfícies brilhantes e espelhadas e absorvido por superfícies
pretas e foscas.
Todos os materiais
perdem ou absorvem calor pelo fenômeno da irradiação, quando existe uma
diferença de temperatura entre eles, até que o equilíbrio seja atingido.
Conforme a intensidade,
as ondas de calor são visíveis ou invisíveis, sendo a luz uma forma de onda de
calor no espectro visível.
Como vimos, o calor é
transmitido de um para outro corpo pelo simples contato. Para diminuir essa transmissão, precisamos
intercalar entre eles uma camada de material que seja mau condutor de calor.
Entretanto, não há
isolante perfeito que possa impedir totalmente a transferência do calor.
Um bom isolante é um
material cuja condutividade térmica é baixa em relação à dos materiais usuais.
Como os sólidos
conduzem bem o calor e os gases estagnados são maus condutores, os isolantes
são sempre produtos celulares ou laminares, formados por células de gás ou
simplesmente de ar.
Por esta razão, os isolantes
são muito leves.
Encontramos bons
isolantes entre os produtos naturais e entre os produtos fabricados pela
tecnologia moderna. Entre os primeiros
temos cortiça, penas de aves, lã de carneiro, certas argilas que podem ser
expandidas (Kieselgur) e fibras de madeira.
Entre os segundos, temos espumas plásticas, lã mineral, lã de vidro,
espuma de vidro, espuma de cimento, carbonato de magnésio e silicato de cálcio.
A escolha do isolante é
feita em função do seu custo, resistência e temperaturas elevadas ou baixas,
impermeabilidade, porosidade, facilidade de incendiar-se, peso, resistência à
putrefação, facilidade de manuseio, resistência mecânica, resistência química e
estabilidade dimensional.
A tabela seguinte relaciona os materiais isolantes de uso comum na
construção civil e compara suas características de densidade e condutividade
térmica com as dos materiais de construção.
Os valores da tabela são mais altos do que os dos testes de
laboratório, porque nas obras os materiais sofrem deterioração em função da
umidade e do modo de instalação.
TABELA COMPARATIVA DA CONDUTIVIDADE TÉRMICA
VALORES PRÁTICOS PARA CÁLCULO
CONFORME NORMA DIN 4108
ISOLAMENTO TÉRMICO NA CONSTRUÇÃO

* 1 kcal/mh ºC = 1,163
W/Km
CONDUTIVIDADE TÉRMICA DOS MATERIAIS ISOLANTES
PARA APLICAÇÃO EM BAIXAS TEMPERATURAS
(TESTADAS A 0ºC)
VALORES DOS TESTES DE LABORATÓRIO

2.3.2.
Comparação dos custos e das características físicas e químicas
dos materiais isolantes
a)
A) -
Em relação ao custo (agosto/1990)
b)
|
MATERIAL |
Condutividade kcal/mhºC λ |
Densidade |
Custo BTN’s/m3 |
Custo BTN’s x λ |
Custo Relativo BTN’s |
|
Poliestireno extrudado Poliestireno expandido do tipo auto-extinguível Lã de vidro em mantas Espuma rígida de poliuretano Espuma de cimento (lançado no local) Concreto celular em blocos |
2,023 0,027 0,031 0,029 0,027 0,018 0,080 0,110 |
33 20 20 40 60 30 450/450 300 450 |
598 221 460 858 1277 708 97 210 210 |
13,75 5,97 14,26 24,88 34,48 12,74 7,76 23,10 23,10 |
230 100 239 417 577 213 130 387 387 |
c)
d)
Dados com
complementares para Compreensão dos valores da tabela: Para encontrar o custo
relativo tomou-se como referência a condutância de 1,0 kcal/m2 h ºC.
Para calcular a condutância, a partir da condutividade, usamos a fórmula:
1
d’
l
onde d é a espessura do
material isolante.
Para encontrar a
espessura que proporciona uma condutância de 1,0 kcal/m2h ºC
temos
1
d =
1,0 ou d = l
l
Multiplicando-se o
custo de l,0m3 do material isolante por l encontramos quanto
custa l,0m2 do material com
uma condutância de 1,0 kcal/m² h ºC.
B) - Em relação à
resistência à compressão:
|
MATERIAL |
Densidade kg/m³ |
Resistência kg/m² |
|
Concreto celular e espuma de cimento Espumas plásticas com deformação de 10% Lã de vidro ou lã de rocha |
400/450 500 600 20 40 40 |
40.000 a 80.000 60.000 a 150.000 80.000 a 300.000 10.000 20.000 200 |
Observação:Todos os
materiais isolantes devem ser cobertos com uma camada de argamassa ou uma placa
de concreto, para que o peso sobre eles fique distribuído, pois cargas
concentradas ultrapassam os valores acima indicados.
C) - Em relação a inflamabilidade
Somente os materiais
inorgânicos são realmente resistentes ao fogo e não alimentam a chama. Exemplo:
espuma de cimento (concreto celular); argilas expandidas; silicato de cálcio;
silicato diatomáceo com amianto; lã de vidro ou lã de rocha que se fundem a
temperaturas elevadas e em certos tipos são empregados aglomerantes que podem
alimentar a chama. As espumas plásticas são inflamáveis e alimentam a
chama. Nelas empregam-se agentes
químicos que servem para abafar o processo de combustão, impedindo que o fogo
se alastre.
Não obstante, estes
materiais devem ser protegidos por revestimentos, de forma a mantê-los
resguardados. Para isso, o material
deve ser colocado entre duas paredes, pintado com tinta "ignífuga" ou
protegido com revestimento de alumínio.
D) - Em relação à
absorção da, água e à estabilidade dimensional:
|
MATERIAL |
Densidade kg/cm³ |
Absorção %vol. |
Estabilidade
Dimensional |
|
Poliestireno Extrudado Poliestireno Expandido Espuma rígida de Poliuretano Lã de vidro Lã mineral Concreto celular ou espuma de cimento |
33 20 25 30 40 |
0,2 4 2 1,2 1 absorvente absorvente absorvente |
Estável até 70ºC Estável até 70ºC Há deformação quando
exposto ao sol Estável Estável Estável |
E) – Em relação à
resistência ao calor:
|
MATERIAL |
Densidade kg/m³ |
Temperatura máxima ºC |
|
Poliestireno extrudado Poliestireno expandido Espuma rígida de Poliuretano Lã de vidro Lã mineral Sílica-diatomácea com amianto Silicato de cálcio Concreto celular ou espuma de cimento |
33 20/25 30-40 20 40 60 60 80 100 200 384 200 400/450 |
70 70 120 200 250 300 400 500 600 1.000 1.040 600 300 |
F) - Em relação à resistência química:
Merece destaque o fato
de que as espumas de poliestireno são destruídas pela ação de óleos e
solventes, como nafta, aguarrás, benzeno, tolueno e outros.
É necessário escolher adesivos
que não contenham estes solventes e evitar o contato com óleos minerais. Antes da aplicação de produtos
desconhecidos, devem ser feitos testes nesse sentido.
A espuma rígida de Poliuretano,
entretanto, resiste bem à maioria dos produtos químicos e solventes,
necessitando de maiores cuidados somente em casos especiais.
Os isolantes
inorgânicos resistem bem aos solventes porém, em casos específicos de agressão
ácida ou alcalina, é necessário submeter os produtos a testes
OS materiais isolantes
são mais aplicados nos seguintes
campos:
a) cobertura das
construções;
b) fachadas e paredes;
c) câmaras frigoríficas
ou recintos climatizados (estufas,saunas, salas de computadores, etc.)
a) Isolante de menor custo Para lajes planas
ESPUMA DE CIMENTO
Espessura necessária:
- Para uma transmissão
de calor, de 1,0 kcal/m2 h ºC a espessura necessária é de 6 a 8 cm.
- Para uma transmissão de calor de 0,72 kcal/m2 h ºC a
espessura necessária é de 11 cm (equivalente a 2,5 cm de espuma rígida de poliuretano).
Além do seu efeito isolante, a espuma de cimento serve para fazer
os caimentos e os enchimentos de rebaixos, reduzindo ainda mais os custos, pois
substitui a argamassa normalmente usada para isso.
Restrição:
Devido à necessidade de
usar uma misturadeira, o serviço só se torna econômico para volumes acima de
20m3.
b) Isolante de menor custo, para sótãos:
MANTAS DE LÃ DE VIDRO
COM DENSIDADE DE 40 kg/m3
Espessura necessária:
- Para uma transmissão
de calor de 1,0 kcal/m2 h ºC a espessura necessária é de 3cm.
- Para uma transmissão
de calor de 0,72 kcal/ m2 h ºC a espessura necessária é de 4cm.
Restrição:
Estas mantas não podem
ser pisadas e encharcam, se houver vazamento de água pelo telhado.
c) Isolante de menor espessura/menor peso, para lajes
planas:
PLACAS DE ESPUMA RÍGIDA
DE POLIURETANO COM DENSIDADE DE 30 k g/m3
Espessura necessária:
- Para uma transmissão
de calor de 1,0 kcal/m2 h ºC a espessura necessária é de 1,8 cm (na prática 2,0
cm)
- Para uma transmissão
de calor de 0,72 kcal/m2 h ºC a espessura necessária é de 2,5 cm.
As placas são coladas
por cima da impermeabilização e precisam ser cobertas com argamassa,
imediatamente após sua colocação.
PLACAS DE ESPUMA DE
POLIESTIRENO COM DENSIDADE DE 25 kg/m3
As placas de espuma de
poliestireno são mais baratas, porém, em certas circunstâncias, não suportam as
temperaturas altas que a cobertura pode atingir e o serviço fica perdido. Já aconteceram casos em que as placas se
derreteram. Quando estas placas forem
especificadas, sua densidade mínima deverá ser de 25 kg/m3. Espessura necessária:
- Para uma transmissão de calor de 1,0 kcal/m2 h ºC a
espessura necessária é de 2,5cm.
- Para uma transmissão de calor de 0,72 kcal/m2 h ºC a
espessura necessária é de 3,5cm.
Tanto as placas de espuma rígida de poliuretano quanto as
de poliestireno expandido suportam perfeitamente o peso das cargas normais de
um piso, desde que se execute uma argamassa ou uma sobrelaje de concreto
armado, capaz de distribuir o peso.
Para trânsito apenas de pessoas e cargas leves é suficiente uma
argamassa com 3 cm de espessura.
d) Isolante de menor espessura/menor peso, para
telhados e lajes
ESPUMA RÍGIDA DE
POLIURETANO, APLICADA POR "SPRAY" (PULVERIZAÇÃO) DIRETAMENTE SOBRE A
SUPERFÍCIE
A espuma de poliuretano
aplicada por "spray"
tem viabilidade
econômica para áreas acima de 300 m2. Oferece a vantagem de ser auto - aderente e pode ser aplicada
sobre superfícies irregulares e onduladas, como no caso de telhas. Resolve casos onde placas não podem ser aplicadas. Este produto necessita sempre de uma pintura
ou revestimento de proteção, principalmente quando exposto ao tempo. As pinturas adequadas são:
pinturas asfálticas com
acabamento pigmentado de alumínio:
-
2 demãos de “CONGOLINA A2”;
-
2 demãos de “CONGOLINA ALUMÍNIO”;
-
pinturas à base de silicone;
- pinturas à base de
acrílico;
- pinturas com tintas de
proteção contra incêndio;
- aplicações de emulsão
asfáltica (“EMUFALTEXSA”
com recobrimento de areia).
a) Paredes construídas
com material isolante BLOCOS DE CONCRETO CELULAR (“ESPUMOGEN”). As paredes de
concreto celular oferecem a melhor opção.
No caso de se desejar um bom isolamento em paredes externas, com
incidência do sol, a espessura deve ser de 10 cm (verificar Capítulo
“Informações para Construtores – Execução dos Serviços após a Impermeabilização”,
item
4, sobre técnica de revestimento).
b)Paredes revestidas
com material isolante
A solução mais econômica está nas PLACAS SEMI-RIGIDAS DE LÃ DE
VIDRO, que, entretanto, não suportam revestimento de argamassa aplicado
diretamente sobre elas.
Os revestimentos mais indicados neste caso são as placas de
aglomerado de madeira ou "Lambris", fixadas em granzepes e barrotes
de madeira.
As placas isolantes, com espessura de 2,5 cm, ocupam o espaço vazio
entre os barrotes e oferecem bom isolamento para ambientes com ar condicionado.
PLACAS DE ESPUMA RÍGIDA
DE POLIURETANO ou de POLIESTIRENO EXPANDIDO podem ser colocadas sobre paredes
embaçadas e suportam revestimento de argamassa aplicado sobre elas.
As placas são colocadas
com auxílio de um adesivo “PLASTIPEGANTE MASSA” ou cola de cimento. Para uma segura colagem é necessário que as
superfícies das paredes estejam absolutamente planas. Deve-se fazer um teste para verificar se as placas se apoiam
sobre a parede em toda a sua superfície.
Se, devido à parede se achar empenada, as placas balançarem e não
encostarem totalmente, poderá ficar um vazio no meio ou os cantos ficarem
afastados da parede. Nessas
circunstâncias, a coragem ficará prejudicada e será necessário recorrer a
dispositivos mecânicos para prender as placas.
Parafusos com buchas plásticas e amarras de arame galvanizado podem ser
empregados. Pinos de aço cravados com
tiros de pistola (Sistema Walsywa) também podem ser usados em lajes e paredes
de concreto ou em revestimentos muito duros.
As pontas das amarras, de arame galvanizado, atravessam as placas e
servem para amarrar os vergalhões de ferro que se cruzam por cima das placas.
Os agregados para a
massa de revestimento precisam ser escolhidos de forma a evitar que a massa, ao
curar, venha a se contrair e apresentar trincas e rachaduras. Cimento e areia, no traço 1:5 por volume, é
a melhor solução. Um chapisco de base,
no traço 1:1, é necessário para garantir a aderência.
O aditivo aerante ajuda
no preparo de massas pois tem a propriedade de conferir liga, sem a inclusão de
cal, saibro ou terra de emboço. O
saibro é prejudicial e provoca muitas trincas, e a terra de emboço, devido ao
seu elevado teor de matéria orgânica, não deve ser usada.
O emprego da tela "deployer" é opcional; porém, se for
usada, só deve ser estendida depois da aplicação do chapisco.
Ao se executar a coragem com adesivo P, deve-se levar em conta que
o produto é uma emulsão à base de água e sua cura é feita pela absorção da água
pelo substrato e por evaporação. As
placas isolantes são muito impermeáveis e a água não pode evaporar-se através
delas.
Torna-se necessário o perfeito conhecimento do ponto de aderência para,
no momento certo, aplicar-se às placas isolantes. Se estas não forem aplicadas no tempo certo, o adesivo “PLASTIPEGANTE MASSA”
poderá secar. Caso isto aconteça, a sua
adesividade poderá ser ativada por aquecimento, com um maçarico a gás ou
lamparina de querosene. O produto é
aplicado com uma desempenadeira de aço.
Estes isolamentos
requerem materiais resistentes a temperaturas elevadas até 1000 ºC. Pode-se usar concreto celular, espuma de
cimento, mantas de lã de rocha e placas de sílica diatomácea com amianto ou
combinações destes materiais. A escolha
do material ou da combinação depende muito das especificações de cada caso e
dos detalhes construtivos. É conveniente solicitar a contribuição dos
fabricantes ou especialistas na escolha da melhor solução. A espuma de cimento, como proteção das lajes
de coberturas de prédios comerciais, é um importante isolamento que pode, em
caso de incêndio, salvar as vidas das pessoas que aguardam resgate nos refúgios
e heliportos, no topo dos prédios. Para
essa função, a espuma deve ficar na face inferior da laje, protegendo esta do
superaquecimento,
Inicialmente é necessário
prever uma barreira ' de vapor. Esse
assunto é explicado no capítulo “Barreira de Vapor”. Os materiais isolantes mais
usados para o isolamento de câmaras frigoríficas são:
- placas de espuma de poliestireno
com densidade mínima de 20 kg/m3;
- placas de espuma
rígida de poliuretano com densidade mínima de 30 kg/m3.
- espuma rígida de
poliuretano aplicada com “spray" diretamente sobre as superfícies;
- espuma de cimento ou
concreto celular;
- placas de cortiça
expandida e aglomerada.
A escolha deve obedecer
aos seguintes critérios:
a) Material de menor custo:
PLACAS DE ESPUMA DE
POLIESTIRENO
Estas placas atendem
bem às necessidades normalmente existentes em câmaras frigoríficas.
Nas câmaras com pé direito
até 3 m, onde as cargas não excedam de 1.000 kg/m2 ,o poliestireno pode ser usado
em paredes, tetos e pisos. Se as cargas
sobre. os pisos atingirem até 1.500 kg/m2 , deve ser especificado
poliestireno com densidade de 25 kg/m3. Para cargas maiores, deve-se usar espuma rígida de poliuretano,
cortiça ou embutir tarugos de madeira de lei (peroba do campo), funcionando
como suporte.
A laje de piso flutua
sobre o isolamento e deve ser sempre de concreto armado, com o mínimo de 8 cm
de espessura.
O isolamento com
espessura superior a 5 cm deve ser executado em duas camadas de placas, com
juntas desencontradas.
A melhor maneira de
colocar as placas é usar asfalto quente, porém isso exige mão-de-obra
especializado, devido à sensibilidade do poliestireno ao calor. Em locais onde o manuseio do asfalto quente
não é viável, pode-se trabalhar com o adesivo “PLASTIPEGANTE MASSA”.
Nunca se deve usar
produtos que contenham solventes orgânicos.
Para formar a barreira
do vapor, a parede deve ser pintada com “EMUPLÁSTICO LÁTEX” até se obter
um revestimento de 1,5 mm de espessura, depois de totalmente seca. Aplica-se o produto nas placas e na parede,
tendo o cuidado de deixar evaporar a água, antes de uni-las. A secagem do produto é muito lenta e convém
auxiliar a fixação das placas por meios mecânicos, conforme o sistema já
descrito no item
3.2.2. (b) deste capítulo.
Quando a mercadoria a
ser colocada na câmara for úmida e, por conseqüência, os pisos ficarem
molhados, torna-se necessário impermeabilizar a face superior das placas
isolantes do piso antes da execução da laje.
Essa impermeabilização pode ser feita com asfalto ou “EMUPLÁSTICO
LÁTEX” associado a mantas asfálticas.
b) Material isolante de menor espessura/maior
rendimento térmico
PLACAS DE ESPUMA RÍGIDA
DE POLIURETANO OU POLIURETANO RÍGIDO APLICADO POR "SPRAY"
A espuma rígida de
poliuretano é o isolante térmico mais eficiente e que ocupa menos espaço útil,
pois com pequena espessura proporciona bom desempenho térmico. Quando o espaço útil é caro, como em navios
ou no interior de prédios, o custo mais elevado do poliuretano compensa.
As placas devem ser
aderidas com adesivo “PLASTIPEGANTE MASSA” ou cola – cimento “DIPLAS EXTRA
FORTE”.
O asfalto quente não é
aconselhável como adesivo. Embora possa
ser usado, nem sempre dá resultado, devido à sua incompatibilidade com as
placas de poliuretano. Produtos à base
de solventes são bem suportados pelas placas e podem ser utilizados em locais
abertos, bem ventilados. Esses produtos
apresentam o perigo de incêndios, durante a execução. Não devem ser usados em compartimentos fechados e pouco
ventilados, pois a volatilização do solvente intoxica os operários.
As placas de espuma
rígida de poliuretano suportam até 4.000 kg/m2 de carga nos pisos.
Em câmaras de grandes
dimensões e em navios, onde as superfícies são muito acidentadas (nervuras,
reforços, transversinas, etc.) a espuma rígida de poliuretano, aplicada por
"spray", é vantajosa, pois, por ser auto - aderente e em função do
pr6prio processo de aplicação, não deixa interstícios vazios. A aplicação de placas rígidas sobre
superfícies curvas, como em costados de navios e barcos de pesca, torna-se
trabalhosa e imperfeita.
O processo de
enchimento "in situ" merece muita cautela e estudo, pois é de difícil
execução e controle, e muito sujeito à falhas.
Essas falhas passam despercebidas durante a aplicação, aparecendo
somente após o uso, pela condensação que se forma ou quando o revestimento é
arrancado. A aplicação por,
"spray" é de fácil visualização e as eventuais falhas podem ser
corrigidas a tempo.
c) Espuma de cimento
A espuma de cimento (“ESPUMOGEN”)
encontra aplicação vantajosa e econômica em pisos de grandes câmaras
frigoríficas, desde que o acréscimo de espessura não traga inconvenientes. Resiste a cargas até 10.000 kg/m2
o que pode ser importante em câmaras de pé direito alto e onde haja movimento
com empilhadeiras. Seu emprego sobre as
lajes de cobertura reduz a carga térmica total e compensa o custo.
Em certas
circunstâncias, pode ser vantajoso substituir a alvenaria de tijolos por blocos
de concreto celular com a mesma espessura dos tijolos. Neste caso, pode-se reduzir a espessura das
placas isolantes de poliestireno expandido ou poliuretano, pois a parede de
concreto celular contribui com uma parcela para o valor total do isolamento
desejado.
A utilização somente de
concreto celular resulta em paredes muito grossas, sem a correspondente
vantagem econômica.
A grande vantagem do
concreto celular e da espuma de cimento reside na sua propriedade de total
incombustibilidade.
d) Espessura do isolamento
A tabela seguinte
indica as espessuras usuais para câmaras frigoríficas isoladas com poliestireno
expandido, espuma de poliuretano e espuma de cimento.
Essas espessuras são
adequadas para pequenas câmaras. Em
grandes projetos é necessário calcular a espessura econômica, relacionando o
custo do isolamento com o custo da energia elétrica necessária para gerar a
refrigeração.
A espessura econômica
do isolamento pode ser muito maior do que a espessura técnica, que visa somente
evitar a condensação de umidade no exterior das câmaras. Em seu cálculo, são considerados o tempo de
amortização do capital, o custo de energia elétrica e a filosofia empresarial
frente a estes fatores.
TABELA DE TEMPERATURAS -
ARMAZENAMENTO A FRIO DE DIVERSOS PRODUTOS
|
PRODUTOS |
Temperatura necessária ºC |
Umidade do ar % |
Tempo de Armazenagem |
Espessura do isolamento
com poliuretano |
Espessura do isolamento
com poliestireno |
Espessura do isolamento
com espuma de cimento |
|
VERDURAS: |
|
|
|
|
|
|
|
Couve flor |
-1 a 0 |
90 |
4 sem. |
3” |
4” |
8” |
|
Batata |
+3 a +6 |
85 a 90 |
6 a 9 meses |
2” |
3” |
6” |
|
Alface |
0 a +1 |
80 a 90 |
10 a 14 dias |
2”- 3” |
2”a 4” |
6”a 8” |
|
Cebola |
-2 a –2,5 |
75 a 80 |
6 a 8 meses |
3”-4” |
4”a 5” |
8”a 10” |
|
Verduras enlatadas |
+2 a +4 |
70 a 75 |
1 a 2 anos |
2” |
3” |
6” |
|
Verduras Congeladas |
-23 a 18 |
- |
6 a 12 meses |
5” |
7” |
14” |
|
FRUTAS: |
|
|
|
|
|
|
|
Maçã |
-1 a +1 |
90 a 95 |
3 a 10 meses |
2”-3” |
3” a 4” |
6” a 8” |
|
Laranja |
0 a +2 |
85 |
1 a 2 anos |
2” |
3” |
6” |
|
Banana |
+11,5 |
85 |
3 sem. |
1” |
1 ½” |
3” |
|
Pêra |
-1 a +2 |
90 a 95 |
1 a 8 meses |
2”-3” |
3” a 4” |
6” a 8” |
|
Limão |
+2 a +5 |
80 a 85 |
1 a 2 meses |
2” |
3” |
6” |
|
Frutas congeladas –
sucos de frutas |
-23 a –19 |
- |
6 a 12 |
5” |
7” |
14” |
|
Frutas secas |
-1 a +4 |
70 a 75 |
9 a 12 meses |
3” |
4” |
8” |
|
PÃO, FARINHA E OUTROS: |
|
|
|
|
|
|
|
Pão |
+8 a +10 |
- |
- |
1 ½” |
3” |
6” |
|
Farinha |
+2 a +4 |
- |
- |
2” |
3” |
6” |
|
Massas em geral |
+8 a +10 |
- |
- |
1” |
1 ½” |
3” |
|
Biscoitos, bolachas,
etc. |
+6 a +8 |
- |
- |
1” |
1 ½” |
3” |
|
Chocolates em depósito |
+4 a +6 |
- |
- |
1” |
1 ½” |
3” |
|
VINHOS: |
|
|
- |
|
|
|
|
Leves |
+6 a +10 |
- |
- |
1” |
1 ½” |
3” |
|
Pesados |
+18 |
-- |
- |
1” |
1 ½” |
3” |
|
CERVEJAS: |
|
|
- |
|
|
|
|
Depósito de cerveja |
+1 a +1,5 |
90 |
- |
2”-3” |
3”a 4” |
6”a 8” |
|
Fermentação de cerveja |
+3,5 a +6 |
- |
- |
2” |
3” |
6” |
TABELA DE TEMPERATURAS -
ARMAZENAMENTO A FRIO DE DIVERSOS PRODUTOS
|
PRODUTOS |
Temperatura necessária ºC |
Umidade do ar % |
Tempo de Armazenagem |
Espessura do isolamento
com poliuretano |
Espessura do isolamento
com poliestireno |
Espessura do isolamento
com espuma de cimento |
|
DIVERSOS: |
|
|
|
|
|
|
|
Restaurantes
(Geladeiras) |
+2 a +4 |
83 |
- |
2” |
3” |
6” |
|
Depósito de sorvetes |
-15 |
- |
- |
5” |
7” |
14” |
|
Depósito de gelo |
-4 a –6 |
- |
- |
3”- 4” |
5” - 6 “ |
10”- 12” |
|
Necrotérios |
0 a -5 |
- |
- |
2”- 3” |
3” - 4” |
6” - 8” |
|
CARNE: |
|
|
|
|
|
|
|
Carne em geral |
-1 a +1 |
80 a 85 |
15 dias |
2”- 3” |
3” - 4” |
6” – 8” |
|
Miúdos |
0 a +1 |
75 a 80 |
3 dias |
2”- 3” |
3” - 4” |
6” – 8” |
|
Carne congelada |
-15 a –18 |
85 a 90 |
10 meses |
4”- 5” |
6”- 7” |
12”- 14” |
|
Carne defumada |
+1 a +5 |
75 a 80 |
6 meses |
2” |
3” |
6” |
|
Miúdos congelados |
-15 a –18 |
85 a 90 |
6 meses |
4”- 5” |
6”- 7” |
12”- 14” |
|
Lingüiça |
+1 a +5 |
80 a 85 |
6 meses |
2” |
3” |
6” |
|
PEIXES: |
|
|
|
|
|
|
|
Conservado no gelo |
0 a +1 |
100 |
5 a 10 dias |
2”- 3” |
3” - 4” |
6” – 8” |
|
Peixe gordo congelado |
-23 a –28 |
90 a 95 |
8 meses |
5” |
8” |
16” |
|
Peixe magro congelado |
-20 |
90 a 95 |
12 meses |
5” |
8” |
16” |
|
File congelado |
-23 a –28 |
90 |
6 a 9 meses |
5” |
8” |
16” |
|
Peixe salgado |
-2 |
85 a 95 |
10 meses |
3” |
4” |
8” |
|
Peixe enlatado
(conserva) |
0 a +1 |
75 a 80 |
12 meses |
2”- 3” |
3” - 4” |
6” – 8” |
|
OVOS: |
|
|
|
|
|
|
|
Conservados em câmaras
frigoríficas |
-0,5 a +0,5 |
75 a 85 |
8 a 10 meses |
2”- 3” |
3” - 4” |
6” – 8” |
|
AVES: |
|
|
|
|
|
|
|
Aves frescas |
-1 a +0,5 |
85 a 90 |
- |
2”- 3” |
3” - 4” |
6” – 8” |
|
Congeladas |
-15 a –18 |
85 a 90 |
- |
5” |
7” |
14” |
|
MANTEIGA, LEITE E QUEIJO: |
|
|
|
|
|
|
|
Leite |
0 a +2 |
- |
- |
2” |
3” |
6” |
|
Manteiga (A) |
-1 a +4 |
75 a 80 |
Até 6 sem. |
2”- 3” |
3” - 4” |
6” – 8” |
|
Margarina |
-10 |
75 a 80 |
3 a 4 meses |
4” |
6” |
12” |
|
Manteiga (B) |
-10 a –14 |
75 a 80 |
12 meses |
3”- 4” |
5” - 6” |
10”- 12” |
|
Queijo mole |
+2 a +4 |
80 a 85 |
2 a 6 meses |
2” |
3” |
6” |
|
Queijo em conserva |
+15 |
80 a 85 |
- |
1” |
1 ½” |
3” |
|
Queijo em depósito |
+1,5 a +14 |
70 |
4 a 12 meses |
2” |
3” |
6” |
Na construção civil temos
necessidade de isolar as tubulações dos seguintes gases ou líquidos:
- vapor
- água quente
- água gelada
- salmoura gelada
- linha de retorno de
gás refrigerante, entre evaporadores e compressores.
Os materiais e os métodos de execução diferem bastante, variando
com as temperaturas (se são baixas ou altas em relação ao ambiente).
a) Isolamento
térmico para tubos em temperaturas acima da temperatura ambiente.
Para as temperaturas elevadas, basta cobrir os tubos ou vasos com
um isolante adequado e aplicar uma proteção mecânica.
Os produtos são fornecidos em forma de tubos isolantes, em meias
calhas, com os diâmetros internos correspondentes aos diâmetros externos dos
tubos de ferro.
Conforme a temperatura que o tubo vai atingir, pode-se usar os
seguintes produtos:
- até 100ºC - espuma rígida de poliuretano e lã de
vidro;
- acima de 100ºC e até 300ºC - lã de vidro,
lã de rocha e silicato de cálcio.
- acima de 300ºC e até 800ºC - lã de rocha,
silicato de cálcio e sílica diatomácea com amianto.
Lã de vidro e lã de
rocha são econômicas, mas não têm muita resistência mecânica, podendo ser
facilmente deformadas.
Onde o isolamento deve
resistir a certos abusos como, por exemplo, pessoas pisando ou encostando escadas,
ou quando o aspecto uniforme do acabamento for importante, usa-se silicato de
cálcio e sílica diatomácea com amianto, pois estes materiais são duros e
indeformáveis.
Tubos embutidos e fora
do alcance de maus tratos podem ser isolados com lã de vidro e lã de rocha.
Para o isolamento de
tubos de água quente em instalações prediais, a opção fica entre espuma rígida
de poliuretano e massa isolante “ARGATEXSA TÉRMICA 1”.
O revestimento usual do
isolamento é o alumínio corrugado de 0,15 a 0,30 mm de espessura ou fitas
adesivas de PVC.
b) Isolamento térmico para tubos e temperaturas
abaixo da temperatura ambiente
O isolamento de
encanamentos e vasos para funcionar em temperaturas abaixo da ambiente requer
muito cuidado, pois, se o ar conseguir entrar em contato com a superfície fria
do metal a umidade contida no ar condensa-se e transforma-se em água.
Se a temperatura desce
abaixo de 0ºC dar-se-á o congelamento, e o acúmulo de gelo acabará
por destruir o isolamento.
A água condensada
precipita-se, manchando o forro e molhando o chão.
Para excluir o ar e a
umidade, há necessidade de uma barreira de vapor, assunto que será tratado
detalhadamente no capítulo “Barreira de Vapor”.
Os materiais isolantes
apropriados para baixas temperaturas são as espumas de poliestireno expandido,
poliuretano rígido, cortiça e, com certas restrições, lã de vidro e lã de
rocha.
As espumas plásticas e
a cortiça possuem a vantagem da relativa resistência à difusão do vapor d'água,
em comparação com a lã de vidro.
As
calhas de espuma plástica, por serem rígidas, são, mais fáceis de rejuntar e
impermeabilizar adequadamente, o que é importante para impedir o acesso do ar
ao tubo. Com o uso de calhas de lã de
vidro ou de lã de rocha, a função de impedir a infiltração da umidade fica
inteiramente a cargo da barreira de vapor, que precisa manter-se absolutamente
estanque.
As calhas isolantes
precisam ser fabricadas com o diâmetro interno em exata conformidade com o
diâmetro externo do tubo.
Os tubos de aço,
fabricados conforme as normas DIN, ASTM, API, etc., variam de diâmetro externo
para a mesma bitola nominal. No caso de
tubos de cobre, o diâmetro nominal é o externo e não o interno (como acontece
com os tubos de aço).
Quando se encomenda
calha isolante é necessário especificar o tipo de tubo ou definir precisamente
o raio interno da calha isolante.
Os tubos isolantes são
fornecidos em meias calhas e, para os diâmetros grandes, em segmentos curvos.
Quando se usa
isolamento de espumas plásticas deve-se especificar as de qualidade auto -
extinguíveis.
Em instalações prediais
são necessárias precauções adicionais para evitar a propagação do fogo entre
andares e setores, assim resumidas:
- executar uma barreira
de vapor com lâmina de alumínio gofrado, defendendo o isolamento do fogo;
- interromper a
continuidade do tubo isolante plástico, intercalando calhas de silicato de
cálcio de 1m de comprimento, no transpasse de um compartimento ou de um andar
para outro.
Os segmentos de tubos
isolantes precisam estar bem ajustados aos tubos e vasos e perfeitamente
rejuntados. O adesivo precisa manter
flexibilidade às baixas temperaturas e deve ser formulado especialmente para
este fim, com o adesivo “PREJUNTER”.
Além da coragem,
usam-se amarras de arame galvanizado para prender as meias calhas.
Para aplicação em
temperaturas abaixo de 0 oC, os tubos isolantes devem ser aplicados
em duas camadas, de forma que as juntas fiquem desencontradas, tanto no sentido
longitudinal quanto no transversal.
As espessuras adequadas
de isolamento, em função das temperaturas, podem ser escolhidas na tabela
seguinte:
|
TEMPE-RATURA INTERNA DO
TUBO |
-130 -101 |
-100 -81 |
-80 -61 |
-60 -51 |
-50 -41 |
-40 -31 |
-30 -21 |
-20 -11 |
10 0 |
ACIMA 0ºC |
|||||||||||
|
80 |
90 |
80 |
90 |
80 |
90 |
80 |
90 |
80 |
90 |
80 |
90 |
80 |
90 |
80 |
90 |
80 |
90 |
80 |
90 |
|
|
|
ESPESSURA DO ISOLAMENTO EM MILÍMETROS
|
||||||||||||||||||||
|
DIÂMETRO NOMINAL DO
TUBO EM POLEGADAS |
½ |
63 |
100 |
50 |
75 |
50 |
75 |
50 |
75 |
(38) |
(50) |
38 |
(50) |
38 |
50 |
(25) |
(38) |
25 |
(38) |
20 |
(25) |
|
¾ |
(63) |
100 |
(50) |
(75) |
63 |
(75) |
50 |
(75) |
50 |
75 |
38 |
75 |
38 |
(50) |
38 |
(50) |
25 |
50 |
20 |
38 |
|
|
1” |
75 |
100 |
63 |
100 |
63 |
100 |
50 |
100 |
50 |
75 |
38 |
75 |
38 |
63 |
38 |
63 |
25 |
50 |
20 |
38 |
|
|
1 ¼” |
75 |
100 |
63 |
100 |
63 |
100 |
50 |
100 |
50 |
75 |
38 |
75 |
38 |
63 |
38 |
63 |
25 |
50 |
20 |
38 |
|
|
1 ½” |
75 |
(100) |
(63) |
(100) |
(63) |
(100) |
(50) |
100 |
50 |
(75) |
(38) |
75 |
38 |
(63) |
38 |
(63) |
25 |
(50) |
20 |
38 |
|
|
2” |
75 |
125 |
75 |
125 |
75 |
125 |
63 |
100 |
50 |
100 |
50 |
75 |
38 |
75 |
25 |
63 |
|||||