INFILTRAÇÕES EM SUBSOLOS

 

1. INTRODUÇÃO. 2

2. TIPOS DE- INFILTRAÇÕES. 4

2.1. Infiltrações de água com muita pressão. 4

2.2. Infiltrações de água com pouca pressão, ou sem pressão. 4

2.3. Infiltrações por capilaridade. 4

3.1. Sistemas superficiais 4

3.2. Sistemas de injeção. 5

3.2.1.Sistema rígido. 5

3.2.2.Sistema elástico. 5

INFILTRAÇÕES EM SUBSOLOS

1. INTRODUÇÃO

- Origem das infiltrações

Tudo o que foi tratado e escrito nos capítulos anteriores visava a orientar os leitores a projetar e executar obras de impermeabilização perfeitamente estanques, porém é constante a existência de infiltração em subsolos, cisternas, paredes diafragmas, túneis, através de fissuras nas rochas, etc. É evidente que estas infiltrações terão que ser tamponadas.

Descreveremos neste capítulo os métodos que devem ser usados nestes casos.  Convém lembrar as causas que podem dar origem às infiltrações da água em subsolos, mesmo que tenha sido escolhida uma impermeabilização adequada.  As causas comuns são:

1) Não ter havido projeto nem previsão para a impermeabilização;

2) O sistema de impermeabilização escolhido não atender às necessidades;

3) Os trabalhos de impermeabilização foram executados sem segurança, por não se ter feito canteiro de obras adequado;

4) Por questões de custo, a montagem das ferragens e a concretagem foram executadas antes que a cura da argamassa de proteção tivesse a resistência necessária;

5) Mau dimensionamento das fôrmas, trazendo como conseqüência o recobrimento das zonas à espera da impermeabilização;

6) A intercalação de cobre ou outro material que promoveu, nas juntas do subsolo, cortes nos materiais impermeáveis;

7) A falta de entrosamento entre os técnicos da construção e os projetistas, etc.

Por todos estes exemplos enfocados, a execução de uma impermeabilização em subsolo exige muitos cuidados. É necessário que o proprietário e o construtor se conscientizem de que a impermeabilização deve ser estudada já no projeto, senão sua execução, depois que os elementos construtivos estiverem concluídos, será bem mais onerosa do que se tiver sido feita inicialmente.  Se o construtor realmente se empenha em construir uma obra estanque, deve dar prioridade à estanqueidade no cronograma.

1º O projeto de impermeabilização é indispensável;

2º A impermeabilização é a primeira coisa a ser executada, após a remoção da terra e a compactação do solo;

3º Os equipamentos para o rebaixamento do lençol freático necessitam ser bem dimensionados para manter secas as bases da obra;

4º É necessário localizar bem o nível do lençol freático e prever, se posteriormente, ele poderá subir e causar infiltrações acima da cota da impermeabilização.

5º É necessário criar e manter condições para que o empreiteiro da impermeabilização possa executar sua tarefa com controle da mão-de-obra e segurança da aplicação, bem como é imprescindível ouvir as suas sugestões e atendê-lo no que for preciso.

Por todas as considerações mencionadas é que no capitulo “Execução de Projetos com Vista à Impermeabilização” afirmamos aos arquitetos e aos construtores a importância do projeto de impermeabilização e o que estamos demonstrando agora é que é absolutamente necessário levar em conta o desempenho dos elementos da construção quanto à possibilidade de aparecimento de trincas, falhas de concretagem, e o comportamento que as mesmas terão em relação à água.

Lembramos mais uma vez que uma falha na execução traz como conseqüência, em conjunto ou isoladamente, o aparecimento de infiltrações que, além de comprometerem toda a obra, irão onerar os custos, pois necessitarão serem corrigidas, ou se fazer um rebaixo na laje em forma de caixa, para se instalar uma bomba hidráulica, forçando os usuários das edificações a um custo elevado de manutenção e maiores despesas dos condôminos, e trazendo outras conseqüências imprevisíveis.


Quando o construtor contrata uma impermeabilização de subsolo, sempre Pergunta qual é, a garantia oferecida.  Sabe-se que uma impermeabilização não pode ser corrigida, a menos que seja feita remoção da terra, sob a laje de subpressão e das paredes que confinam o subsolo. necessário saber se a empresa de impermeabilização possui uma tecnologia industrial e um "know-how" capazes de corrigir as eventuais falhas.  Por conseguinte, deve-se estabelecer, em contrato, quem pagará pelo serviço de correção.  Não adianta uma firma dar uma garantia e não poder cumpri-la.

2. TIPOS DE INFILTRAÇÕES

Dependendo da pressão do fluxo da água que penetra no subsolo, as infiltrações podem ser classificadas em 3 tipos:

2.1. Infiltrações de água com muita pressão.

2.2. Infiltrações de água com pouca pressão, ou sem pressão.

2.3. Infiltrações por capilaridade.

3. SISTEMAS DE VEDACÃO E TAMPONAMENTO

Entende-se por sistemas de vedação e tamponamento os processos que fazem cessar a penetração do fluxo da água através das paredes do subsolo, promovendo sua estanqueidade.  Poderão ser de vários tipos, dependendo da infiltração verificada.

3.1. Sistemas superficiais

Para tamponar os casos de infiltrações de fluxo de água em baixa pressão, conforme itens 2.2. e 2.3., aplica-se um revestimento impermeável (“STOP MORTER L”), rígido, sendo empregados cimentos especiais de cura rápida (“STOP MORTER R”), ou argamassas com aditivos impermeabilizantes (“STOP 1”).

Dependendo do tipo da infiltração e da natureza da superfície a ser impermeabilizada, um tamponamento feito com cimento de cura rápida poderá apresentar um bom resultado.  Entretanto, será um tamponamento superficial, pois, permanecendo a água nos interstícios do concreto, poderão aparecer novas infiltrações em outros pontos, fissuras ou falhas no concreto.  Este sistema é mais recomendado para os casos de umidade por capilaridade ou de água com pouca pressão.

3.2. Sistemas de injeção

São recomendados para vedar e tamponar infiltração de muita ou de média pressão de água infiltrante, conforme itens 2.1. e 2.2.

Poderão ser divididos em:

3.2.1. Sistema rígido

Consistem em injeções de resinas sintéticas reativas, do tipo Epóxi, aplicadas no local da infiltração, não sendo, entretanto, recomendado nos casos de infiltrações impetuosas de água (item 2.1.), ou quando o elemento construtivo apresentar-se decomposto ou em desagregação, pois não oferecerá condições de aderência e da reação adequada da resina.

3.2.2. Sistema elástico

Baseia-se na técnica de injeção, no lençol freático, de produtos que se transformarão numa pasta elástica e pegajosa, promovendo o tamponamento da infiltração de fora para dentro, garantindo a estanqueidade em paredes de concreto, na rocha ou na terra.

Poderá ser adotado em qualquer tipo de infiltração, sendo econômico e tecnicamente mais recomendado para as infiltrações dos tipos 2.1. e 2.2.

O método de execução consiste de perfurações no concreto, na rocha ou na terra, nos pontos onde se presume estejam localizados os veios de água.

Reconhece-se o acerto da localização dos furos se a água passar a escorrer através deles.  Fixam-se agulhas especiais nos furos e, mediante bombeamento, injeta-se um líquido colorido.  Se nos pontos de saída da água esta se apresentar colorida, estará determinada com precisão a direção do fluxo da água.

Nos pontos escolhidos fazem-se dois furos convergentes, fixando-se as agulhas para a injeção dos dois componentes do produto.

Acionam-se as bombas, injetando-se cada produto de uma vez ou simultaneamente e obtém-se a redução da infiltração até o seu total desaparecimento.  Quando se dá a solidificação do produto, fecha-se a passagem da água, com segurança.  Os produtos são líquidos compostos de polímeros sintéticos de grande elasticidade associados e betumes, que se transformam numa massa elástica e pegajosa, em uma cadeia de reações físicas e químicas.

As partículas coloidais da massa em formação ancoram e penetram nos veios de infiltração, entupindo-os ou tamponando-os, com absoluta segurança.