INFILTRAÇÕES
EM SUBSOLOS
2.1. Infiltrações
de água com muita pressão.
2.2. Infiltrações
de água com pouca pressão, ou sem pressão.
2.3. Infiltrações
por capilaridade.
INFILTRAÇÕES EM SUBSOLOS
- Origem das
infiltrações
Tudo o que foi tratado
e escrito nos capítulos anteriores visava a orientar os leitores a projetar e
executar obras de impermeabilização perfeitamente estanques, porém é constante
a existência de infiltração em subsolos, cisternas, paredes diafragmas, túneis,
através de fissuras nas rochas, etc. É evidente que estas infiltrações terão
que ser tamponadas.
Descreveremos neste
capítulo os métodos que devem ser usados nestes casos. Convém lembrar as causas que podem dar
origem às infiltrações da água em subsolos, mesmo que tenha sido escolhida uma
impermeabilização adequada. As causas
comuns são:
1) Não ter havido
projeto nem previsão para a impermeabilização;
2) O sistema de
impermeabilização escolhido não atender às necessidades;
3) Os trabalhos de
impermeabilização foram executados sem segurança, por não se ter feito canteiro
de obras adequado;
4) Por questões de
custo, a montagem das ferragens e a concretagem foram executadas antes que a
cura da argamassa de proteção tivesse a resistência necessária;
5) Mau dimensionamento
das fôrmas, trazendo como conseqüência o recobrimento das zonas à espera da
impermeabilização;
6) A intercalação de
cobre ou outro material que promoveu, nas juntas do subsolo, cortes nos
materiais impermeáveis;
7) A falta de
entrosamento entre os técnicos da construção e os projetistas, etc.
Por todos estes exemplos enfocados, a execução de uma
impermeabilização em subsolo exige muitos cuidados. É necessário que o
proprietário e o construtor se conscientizem de que a impermeabilização deve
ser estudada já no projeto, senão sua execução, depois que os elementos
construtivos estiverem concluídos, será bem mais onerosa do que se tiver sido
feita inicialmente. Se o construtor
realmente se empenha em construir uma obra estanque, deve dar prioridade à
estanqueidade no cronograma.
1º O projeto
de impermeabilização é indispensável;
2º A
impermeabilização é a primeira coisa a ser executada, após a remoção da terra e
a compactação do solo;
3º Os equipamentos para o rebaixamento do lençol
freático necessitam ser bem dimensionados para manter secas as bases da obra;
4º É necessário localizar bem o nível do lençol freático
e prever, se posteriormente, ele poderá subir e causar infiltrações acima da
cota da impermeabilização.
5º É
necessário criar e manter condições para que o empreiteiro da impermeabilização
possa executar sua tarefa com controle da mão-de-obra e segurança da aplicação,
bem como é imprescindível ouvir as suas sugestões e atendê-lo no que for
preciso.
Por todas as
considerações mencionadas é que no capitulo “Execução de Projetos com Vista à Impermeabilização”
afirmamos aos arquitetos e aos construtores a importância do projeto de
impermeabilização e o que estamos demonstrando agora é que é absolutamente
necessário levar em conta o desempenho dos elementos da construção quanto à
possibilidade de aparecimento de trincas, falhas de concretagem, e o
comportamento que as mesmas terão em relação à água.
Lembramos mais uma vez
que uma falha na execução traz como conseqüência, em conjunto ou isoladamente,
o aparecimento de infiltrações que, além de comprometerem toda a obra, irão
onerar os custos, pois necessitarão serem corrigidas, ou se fazer um rebaixo na
laje em forma de caixa, para se instalar uma bomba hidráulica, forçando os
usuários das edificações a um custo elevado de manutenção e maiores despesas
dos condôminos, e trazendo outras conseqüências imprevisíveis.
Quando o construtor
contrata uma impermeabilização de subsolo, sempre Pergunta qual é, a garantia
oferecida. Sabe-se que uma
impermeabilização não pode ser corrigida, a menos que seja feita remoção da
terra, sob a laje de subpressão e das paredes que confinam o subsolo.
necessário saber se a empresa de impermeabilização possui uma tecnologia
industrial e um "know-how" capazes de corrigir as eventuais falhas. Por conseguinte, deve-se estabelecer, em
contrato, quem pagará pelo serviço de correção. Não adianta uma firma dar uma garantia e não poder cumpri-la.
Dependendo da pressão
do fluxo da água que penetra no subsolo, as infiltrações podem ser
classificadas em 3 tipos:
3. SISTEMAS DE VEDACÃO
E TAMPONAMENTO
Entende-se por sistemas
de vedação e tamponamento os processos que fazem cessar a penetração do fluxo
da água através das paredes do subsolo, promovendo sua estanqueidade. Poderão ser de vários tipos, dependendo da
infiltração verificada.
Para tamponar os casos
de infiltrações de fluxo de água em baixa pressão, conforme itens 2.2. e 2.3.,
aplica-se um revestimento impermeável (“STOP MORTER L”), rígido, sendo empregados
cimentos especiais de cura rápida (“STOP MORTER R”), ou argamassas com aditivos
impermeabilizantes (“STOP
1”).
Dependendo do tipo da
infiltração e da natureza da superfície a ser impermeabilizada, um tamponamento
feito com cimento de cura rápida poderá apresentar um bom resultado. Entretanto, será um tamponamento
superficial, pois, permanecendo a água nos interstícios do concreto, poderão
aparecer novas infiltrações em outros pontos, fissuras ou falhas no concreto. Este sistema é mais recomendado para os
casos de umidade por capilaridade ou de água com pouca pressão.
São recomendados para
vedar e tamponar infiltração de muita ou de média pressão de água infiltrante,
conforme itens
2.1. e 2.2.
Poderão ser divididos
em:
Consistem em injeções
de resinas sintéticas reativas, do tipo Epóxi, aplicadas no local da
infiltração, não sendo, entretanto, recomendado nos casos de infiltrações
impetuosas de água (item 2.1.), ou quando o elemento construtivo
apresentar-se decomposto ou em desagregação, pois não oferecerá condições de
aderência e da reação adequada da resina.
Baseia-se na técnica de
injeção, no lençol freático, de produtos que se transformarão numa pasta
elástica e pegajosa, promovendo o tamponamento da infiltração de fora para
dentro, garantindo a estanqueidade em paredes de concreto, na rocha ou na
terra.
Poderá ser adotado em
qualquer tipo de infiltração, sendo econômico e tecnicamente mais recomendado
para as infiltrações dos tipos 2.1. e 2.2.
O método de execução
consiste de perfurações no concreto, na rocha ou na terra, nos pontos onde se presume
estejam localizados os veios de água.
Reconhece-se o acerto
da localização dos furos se a água passar a escorrer através deles. Fixam-se agulhas especiais nos furos e,
mediante bombeamento, injeta-se um líquido colorido. Se nos pontos de saída da água esta se apresentar colorida,
estará determinada com precisão a direção do fluxo da água.
Nos pontos escolhidos
fazem-se dois furos convergentes, fixando-se as agulhas para a injeção dos dois
componentes do produto.
Acionam-se as bombas,
injetando-se cada produto de uma vez ou simultaneamente e obtém-se a redução da
infiltração até o seu total desaparecimento.
Quando se dá a solidificação do produto, fecha-se a passagem da água,
com segurança. Os produtos são líquidos
compostos de polímeros sintéticos de grande elasticidade associados e betumes,
que se transformam numa massa elástica e pegajosa, em uma cadeia de reações
físicas e químicas.
As partículas coloidais
da massa em formação ancoram e penetram nos veios de infiltração, entupindo-os
ou tamponando-os, com absoluta segurança.