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  » Normas Gerais de Aplicação de Mantas
 
 
De modo geral seguem-se as normas usuais das impermeabilizações contínuas, sendo indispensável que a aplicação seja executada por mão-de-obra especializada, credenciada pela própria fábrica. SISTEMA DE APLICAÇÃO NÃO ADERIDO

Em áreas planas, com caimento inferior a 1%, as mantas asfálticas de 3 mm e de 4 mm, marcas MORTER-PLAS, POLY-CAPA, TQM, FLEXDIM, são geralmente aplicadas não aderidas sobre a superfície do suporte. Neste caso é necessária a colocação de um recobrimento pesado (mínimo 50 kg/m²) que tem a função de manter a manta no lugar e de protegê-la de agressão. Este recobrimento não pode terminar sem apoio no ponto mais baixo da área, sob pena de deslizar sobre o plano inclinado que é o próprio caimento.

SISTEMA DE APLICAÇÃO ADERIDO

Quando o caimento (desnível) é superior a 2% aplica-se a manta asfáltica aderida sobre a superfície a ser impermeabilizada, conforme técnica usada para mantas com filme plástico. Neste caso, o procedimento com a proteção depende do tipo de material usado. Uma proteção (piso) constituída por plaqueamento de argamassa necessita de especiais cuidados, porque as placas tendem a deslizar declive abaixo. É necessário prever adequada sustentação que impeça este movimento, projetando-se pontos de apoio que possam suportar a resultante horizontal do esforço de deslizamento.

- Para aderir as mantas às superfícies de suporte, deve-se adotar um dos seguintes procedimentos:

SUPERFÍCIES HORIZONTAIS

1. Aplicação de mantas com revestimento de filme plástico de polietileno, colagem a frio, para superfícies muito bem acabadas, com auxílio de maçarico nas sobreposições.

Colar as mantas a frio, com a cola PLASTIPEGANTE ou STANCOLA. Sobre o suporte seco alinhar as bobinas, espalhar uma fina camada imediatamente defronte das bobinas e desenrolar, estendendo a manta sobre a cola ainda fresca. Não usar a cola nas sobreposições (10 cm) das mantas. Não deixar a cola secar. Soldar as sobreposições das mantas com auxílio de um maçarico de GLP e uma colher aquecida. Após estar fria a soldagem, processa-se o biselamento.

2. Aplicação de mantas com revestimento de filme plástico de polietileno descartável, colagem a frio, para superfícies muito bem acabadas, com auxílio do maçarico nas sobreposições.

Estando a base muito bem regularizada e acabada, fazer a impregnação com emulsão asfáltica EMULPRIMER ou PLASTIPEGANTE e deixar secar. Seguidamente, posicionar a bobina, de forma que a manta asfáltica de plástico descartável, ao ser desenrolada, sobreponha-se à adjacente numa faixa de 10 cm. Estendida a manta, remove-se o plástico por debaixo da própria manta (a 360°), pisando sobre a ponta da manta no início da remoção do plástico descartável, fixando-a sobre a base imprimada.

Desta forma será conseguida sua total aderência ao substrato, e a colagem da sobreposição lateral e de topo (transversal) das mantas é feita a fogo com auxílio de um maçarico de GLP. Esquentar levemente a faixa de 10 cm, à espera da sobreposição, removendo o polietileno da face da manta, e pressionar uma sobre a outra, sempre com a colher aquecida. Após estar fria a soldagem, processa-se o biselamento.

Recomendações:

Sendo desejada a aplicação de uma 2ª camada de manta sobreposta, é suficiente adotar a mesma técnica usada para mantas com revestimento de filme plástico, porém deixando secar a fina camada de cola que deve ser aplicada sobre a primeira camada de manta. É recomendável que as emendas (sobreposições) da segunda camada não coincidam com as da primeira camada de manta.

Todas as mantas asfálticas que possuem massa asfáltica, igual ou menor do que 2.5 kg/m², devem ser totalmente aderidas ao suporte com a cola de corpo espesso, PLASTICOLA. É o caso da manta MORPLAVA. Nas sobreposições devem ser aderidas com STANCOLA, exceto nos cruzamentos das mantas. O biselamento segue-se como nas demais.

O posicionamento e a aplicação das mantas, sobre os suportes horizontais, deverão sempre ser iniciados pela parte inferior dos caimentos (pelos ralos, pelas calhas coletoras, se for o caso), o que facilitará a colocação e transpasse (sobreposição) lateral de uma manta sobre a outra. Nas calhas coletoras de água, inclusive nas bordas, aplicá-las até, pelo menos, 10 cm para fora do paramento vertical, sendo sobrepostas lateralmente pela manta aplicada nos planos horizontais.

3. Aplicação pelo método CAQ - colagem a quente. Processo da década de 60; berço de asfalto derretido sob a manta.

Fazer a impregnação das bases horizontais com EMULPRIMER diluído 1:4 com água e deixar secar por 6 (seis) horas, ou usar PRIMER P e deixar secar por 2 (duas) horas (CUIDADO! PRIMER P é inflamável e tóxico). Depois de imprimada a base, iniciar a aderência das mantas asfálticas, do seguinte modo: dispor a 1ª bobina (manta) sobre a área impregnada e seca, e, simultâneamente, ir esparramando e esfregando o asfalto quente (fundido) com uma boneca (rabicho ou trança de cordas de algodão amarrado em um cabo de enxada) à frente da bobina, desenrolando-a e pressionando-a sobre a base. Assim, sucessivamente, posicionar a 2ª bobina (manta), fazendo as sobreposições de 10 cm de uma manta sobre a outra manta adjacente.

Nas bases (paredes) verticais imprimadas, cortar panos de mantas asfálticas de plástico descartável, com comprimento conveniente de no máximo 1.60 m. Antes de lançar os panos de manta sobre as paredes, remover o plástico descartável e, com auxílio do maçarico (fogo direto), aquecer levemente o asfalto sob a manta, pressionando-a do centro do pano para as laterais e de cima para baixo, de tal modo que expulse os gases (vapor) que estejam por debaixo do pano.

4. Aplicação pelo método CAF - colagem a frio (sem auxílio de maçarico).

Na superfície seca, horizontal, aplicar o PLASTIPEGANTE ou a STANCOLA . Não deixar secar e aplicar a manta asfáltica, imediatamente, sobre o suporte.

Nota: As emendas devem ser feitas sobrepondo as mantas 10 cm umas sobre as outras, tanto no sentido longitudinal como no transversal, usando-se a STANCOLA para colá-las. Depois de coladas as sobreposições, biselar as sobreposições das mantas com auxílio de um maçarico de GLP e uma colher aquecida. Após estar frio o biselamento, colar a faixa (fita) de 10 cm de plástico descartável com a STANCOLA (5 cm para cada lado), usando a face da fita não siliconada. Cuidados especiais deverão ser tomados nos arremates dos ângulos dos rodapés, nos ralos, soleiras, juntas de dilatação, tubulações emergentes, etc. Se necessário, consulte o Departamento Técnico da TEXSA BRASILEIRA para maiores esclarecimentos e solicite as fichas técnicas.

OBS.: Tempo de secagem da STANCOLA:

. em ambientes fechados - 30 minutos

. em áreas abertas - de 05 a 20 minutos.

SUPERFÍCIES VERTICAIS

1. Aplicação pelo método CAQ - colagem a quente.

Utilize a manta com plástico descartável. Aplicar sobre o suporte uma camada fina de PLASTICOLA ou STANCOLA (para áreas fechadas com pouca renovação de ar) ou PREJUNTER (para áreas abertas com excelente circulação de ar) e deixar secar (CUIDADO! PREJUNTER é inflamável e tóxico). Remova o plástico descartável e, mediante um maçarico de GLP, aqueça levemente o asfalto da manta, o suficiente para que ele fique com pegajosidade. Levante a manta, leve-a até a parede suporte já devidamente preparada e aperte-a de cima para baixo e do centro para os lados, de modo a expulsar os gases e o ar, para que eles não fiquem retidos (confinados) por detrás da manta.

Em paredes altas, pedaços de manta, de tamanho conveniente (no máximo 1.60 m de comprimento), são fixados de cima para baixo e, ao contrário, de baixo para cima quando fixados a fogo, aplicando a chama sobre a parede e manta, simultaneamente.

2. Aplicação pelo método CAF - colagem a frio.

Aplicação, no suporte e na manta asfáltica (POLY-CAPA, FLEXDIM, T.Q.M. OU MORTER-PLAS) da cola asfáltica STANCOLA, deixando secar (entre 30 minutos até no máximo 12 horas). Após estar seca a cola, levante e leve a manta até a parede, já devidamente preparada, apertando-a firmemente e escorregando as mãos de cima para baixo e do centro para os lados, sobre o corpo da manta, de modo a comprimir e expulsar os gases e o ar, para que eles não fiquem retidos (confinados) por detrás da manta. Em paredes altas, panos de manta de tamanho conveniente (no máximo 1.60 m de comprimento), são assim fixados, de cima para baixo.

TRATAMENTO DOS CANTOS

Cantos internos

Os cantos internos não devem ser arredondados, para que a expansão (dilatação) das argamassas dos revestimentos horizontais não seja transmitida para os revestimentos verticais. Nesses cantos (ângulos) a impermeabilização deve ser dupla (2 camadas de mantas sobrepostas), sendo que cada camada de manta deve transpassar 10 cm além do canto, uma sobre a outra.

Cantos externos

Quando for necessário o recobrimento de ângulos externos, estes deverão ser previamente suavizados (arredondados), utilizando-se para isso a cola DIPLAS e R-MORTER, ou uma argamassa de cimento Portland e areia, traço 1:3, colada com DIPLAS, ou ainda, aderir uma tira de manta MORTER-PLAS N de plástico descartável, sobre os ângulos externos, como reforço.

As emendas da manta principal não devem coincidir com as emendas do reforço, ou da manta que está sendo sobreposta. BARREIRA DO PERÍMETRO

Não deixe de prever a barreira do perímetro acima dos términos das mantas, para que as argamassas do perímetro superior, ou final da impermeabilização, sejam fixadas ao suporte.




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